08_IMG_1221_03.jpg

# Hóspede(13-andamento)

>A partir do registro de minhas vivências em casas compartilhadas por meio de plataforma em rede ao longo dos últimos seis anos, proponho uma reflexão sobre a Economia Compartilhada ou Colaborativa. Movimento de vanguarda econômica iniciado nos anos 2000, a Economia Compartilhada tem ganho força na última década e cada vez mais adeptos, especialmente nas economias periféricas e emergentes, na exata medida em que o termo se torna popular, ilustrando uma série de publicações e de livros best-sellers que repercutem exemplos e casos de sucesso. Um desses cases está personificado em Robin Chase, co-fundadora de uma dessas iniciativas de compartilhamento, a "Zipcar", quem defende a teoria de que a era da Economia Industrial (baseada no tripé consumir-acumular-monopolizar) vive os seus momentos finais e a razão disso é a transição imposta pelos conceitos colaborativos. Não havendo mais recursos disponíveis no médio-longo prazo ao suporte da escalada exponencial da humanidade, o reuso e a utilização econômica do que já há produzido são conceitos que se farão compulsórios antes do que se imagina à preço de hoje. Nessa ambiência, as plataformas de interação para o compartilhamento em rede, cujos valores estão fincados mais na colaboração dos indivíduos e menos na propriedade de marcas, na produção exacerbada e no monopólio das coisas, são a mola propulsora desse recente Movimento, encabeçando o esforço de ruptura. O ensaio “Hóspede”, então, agrupa o estranhamento e a sensação de possuir temporariamente o não-pertencido, amalgamando as evidências [conscientes ou não] desse novo ciclo econômico que estão contidas nesses espaços divididos. Assim como propõem essas experiências colaborativas, as imagens geradas são plurais, resultado de intervenções e de apropriações de fotografias de revistas ali dispostas e de objetos encontrados, trazendo consigo os sinais e as pistas subliminares do novo, da sua quebra de paradigmas, suas razões e justificativas, mas também traços controversos, vez que o processo histórico em andamento agrupa nesses mesmos subconjuntos uma zona de interseção na qual coabitam o gasto, o atual e o novo.

press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
1/1